O Acupe Grupo de Dança – comemorando os seus dez anos de existência – traz à cena o espetáculo BANQUETE DE AMOR E FALTA com audiodescrição

As apresentações com audiodescrição acontecerão nos dias 11, 12, 18 e 19 de agosto, às 20h no Teatro Hermilo Borba Filho, Recife/PE

“A dança é o meio de dizer o indizível, da mesma forma que a característica da poesia é ultrapassar o sentido estrito das palavras”. Rudolf Laban

O Acupe Grupo de Dança – comemorando os seus dez anos de existência –  traz à cena o espetáculo BANQUETE DE AMOR E FALTA, que mergulha na poesia, alicerce para linguagem corporal, a partir da representação de figuras topológicas na perspectiva do amor.

Traduzindo o encantamento, o sagrado, o profano, o afeto, a agonia, os medos, as ausências, as transformações, o espetáculo dialoga com a continuidade, conectividade e convergência, de forma dinâmica, através do tempo – passado, presente e futuro – diversas e infinitas possibilidades de ler, ver e fazer os percursos vivenciados por cada indivíduo, impulsionando o desejo de mudança.

Através de vivencias sensoriais e provocações por diferentes linguagens, o processo de criação do BANQUETE DE AMOR E FALTA aconteceu de forma colaborativa e contínua, atento aos elementos que resultam de laboratórios cênicos desenvolvidos para buscar caminhos de representações autênticas dos intérpretes, que emprestam seus sentimentos, sensações, carregando de simbologia o aqui e agora na cena.

O espetáculo surgiu a partir dos estudos do movimento aprofundados pelo grupo sobre o Sistema Laban, com a abordagem do tema Conexão Corpo-Espaço e formas topológicas (Toro, Fita Moebius e a Garrafa de Klein). Para o psicanalista Jacques Lacan a topologia (estudo, descrição) do sujeito, do amor – que depende para se elucidar de uma “segunda volta” que se faz sobre si mesmo, relacionado ao real, impossível de ser dito, baseada e motivada numa prática – tem estrutura cognitiva de linguagem porque também pode dizer.

Diante da impossibilidade de saber toda a verdade, fala-se de amor. Isso é o que vem sendo feito há séculos. Platão, em O Banquete, retrata os lugares do discurso: o do amante e o do amado. Se Eros nasce de uma aspiração impossível, que é de dois fazer um, o ser humano inventa o mito do amor, alimentado pela promessa de felicidade. E, enquanto isso não vem, o bem se transforma em mal estabelecendo uma escola de amor infeliz.

Assim, justamente a falta naquele que ama o faz ir ao encontro do “outro”, o que ele acredita estar oculto, para responder ao seu desejo de ser integral. Essa estrutura coloca em movimento de transferência. Mas o essencial continua o mesmo: a Verdade, o Bem e a Beleza não são senão manifestação da mesma e única realidade suprema, o próprio Deus. Neste sentido, o amor é, sobretudo, o intermediário entre o sensível e o inteligível, entre o humano e o divino.

APRESENTAÇÕES COM AUDIODESCRIÇÃO

11, 12, 18 e 19 de agosto, às 20h no Teatro Hermilo Borba Filho, Recife/PE

Valor promocional para o público da audiodescrição: RS 10,00

Audiodescrição|VouVer Acessibilidade

Locução da AD: Ruan Carlos

Consultoria: Roberto Cabral

Ficha técnica

Criação e direção: Paulo Henrique Ferreira

Dramaturgia e poema “Sagrado coração”: Flávia Gomes

Intérpretes criadores: Anne Costa, Henrique Braz, Jadson Mendes, Silas Samarky e Valéria Barros.

Direção de Arte: Marcondes Lima

Designer de Luz: Luciana Raposo

Trilha Sonora Original: Divan Gattamorta

Voz: Zuleica Ferreira

Designer gráfico: Alberto Saulo

Assessoria de imprensa: Hayla Cavalcanti