Nova temporada do espetáculo “A Dona da História” com audiodescrição e intérprete de Libras

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A Dona da História em temporada na Caixa Cultural Recife

 

Depois de um ano de caminhadas após a sua estreia em março de 2014, o espetáculo A Dona da História volta a ser apresentado no Recife, em curta temporada na Caixa Cultural, de 12 a 21 de março de 2015

O grupo teatral Duas Companhias celebrou o seu ano 10 com a montagem de A Dona da História e agora, entre as ações de comemoração do seu 11° aniversário, apresenta uma nova temporada da peça no Recife, entre os dias 12 e 21 de março de 2015, na Caixa Cultural, com sessões de quinta a sábado.  Em um ano de caminhadas por estradas do Nordeste brasileiro e pelo interior de Pernambuco, o espetáculo, que estreou exatamente em 13 de março de 2014, já foi visto por aproximadamente quatro mil pessoas, visitou seis cidades, emocionou públicos diversos, conquistou a crítica, formou plateias… E ainda levou os prêmios de melhor figurino (Fabiana Pirro e Virgínia Falcão), melhor iluminação (Luciana Raposo), atriz revelação (Olga Ferrario) e melhor espetáculo teatro adulto pelo júri popular no 21° Janeiro de Grandes Espetáculos. Nas quintas e sextas A Dona da História será apresentada sempre às 20h e no sábado com duas sessões, às 17h e 20h.

Todas as sessões da tarde terão acessibilidade, com audiodescrição e LIBRAS. Os ingressos custam R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia) e começam a ser vendidos às 12h do dia 11 de março (quarta). A acessibilidade é coordenada pela VouVer Acessibilidade, tendo como equipe Andreza Nóbrega (audiodescritora), Milton Carvalho (consultor) e Ernani Ribeiro (intérprete de Libras)

IMPERDÍVEL| Anotem na agenda, apresentações com audiodescrição e Libras

 dias 14 e 21 de março (sábado) às 17h.

Local: Caixa Cultural Recife (próximo ao Marco Zero do Recife)

 

SOBRE O ESPETÁCULO

 

O texto de João Falcão, diretor, roteirista, dramaturgo e compositor pernambucano, se desenrola quando uma mulher resolve conversar com seu passado e às vezes propositadamente, às vezes surpreendida por ela mesma, vai reinventando sua caminhada. “Um dia eu tinha 20 anos e tudo o que queria era viver uma história… eu queria um dia ter uma história pra contar…” Realismo fantástico compartilhando vidas… A realização é da Janela Gestão de Projetos e Duas Companhias, com patrocínio da Caixa e Governo Federal. A temporada terá duas apresentações com acessibilidade (LIBRAS e áudio-descrição) e em todos os dias de espetáculo serão sorteadas cinco mudas de árvores para o público.

É difícil não se identificar com as viagens entre o passado, o presente e o futuro nessa reescritura constante que todos arriscamos em nossos passos diários. Com direção de Duda Maia, parceira de João Falcão no teatro por 12 anos e que há mais de 20 anos vive no Rio de Janeiro – mas que também tem raízes pernambucanas: os pais são daqui e a mãe ainda mora em Pernambuco, a peça leva a alma a uma caminhada entre o riso e a emoção. Duda Maia, que, aliás, estará por aqui na primeira semana da temporada para acompanhar tudo de pertinho, escolheu levar muita dança ao palco. A diretora é formada pela Escola de Dança Angel Vianna (RJ), ex-bailarina da Lia Rodrigues Companhia de Dança e desde 1996 desenvolve trabalhos de preparação corporal e direção de movimento para teatro, além de direção e co-direção de espetáculos, ao lado de nomes como o próprio João Falcão e Lucio Mauro Filho. O convite para que Duda assumisse a direção de A Dona da História há um ano veio depois da experiência vivida em 2012, quando junto com a Duas Companhias ela trabalhou a direção da leitura do mesmo texto no Centro Cultural Correios, durante a temporada do projeto Que Maravilha! Ciclo de Leituras do Teatro Pernambucano.

 

“Eu comecei e trabalhei com Olga e Lívia, toda a concepção desde o primeiro ensaio, sempre a partir do movimento. A marcação do espaço, o deslocamento dos corpos, a composição com o vestido que ficou como uma extensão do corpo delas. Tudo veio antes da fala”, revela a coreógrafa. Não há cenário. A luz de Luciana Raposo, a música de Beto Lemos e os corpos de Lívia Falcão e Olga Ferrário é que vão dialogando com o texto no desenho do espaço cênico, criando delicadezas que fecundam a imaginação. O figurino, assinado por Fabiana Pirro e Luciano Pontes, é outro elemento que se torna vital na encenação proposta por Duda Maia. Do início ao fim do espetáculo, os vestidos compõem, juntos ou separados, uma multiplicidade de seres e objetos; se transformam em flores, em rua, em outras pessoas, em cigarro ou em pedaço de pau jogado numa marcante brincadeira para o cachorro Rex da infância… ou seria Fox o nome do bichinho???

 

A Dona da História é uma brincadeira com o tempo, uma mulher que é a mesma e é outra, uma mulher de 20 repleta de presente e futuro na construção de um novo passado e outra, que é a mesma, de 50, repleta de presente e passado, na esperança de vivenciar um novo futuro. Ou seria o contrário?  Futuro e passado se encontram no presente-presença de corpos que trazem em si todos os tempos do mundo… E muitas vozes.

 

Livia Falcão e Olga Ferrário, mãe e filha na vida real, encarnam na cena, respectivamente, a mais velha e a mais jovem, num texto bem-humorado que nos leva a uma reflexão sobre o tempo e seus contratempos. “Eu tenho muita saudade dos textos de João, porque marcaram muito o início da minha carreira. Depois do projeto Que Maravilha! eu fiquei pensando que seria lindo trazer e montar A Dona da História aqui e com Olga então! Eu já havia dirigido Olga, mas até a leitura desse texto, que aconteceu em 2012, nunca contracenamos antes. Agora estamos juntas no espetáculo há um ano. Quando olho para ela eu realmente me vejo mais nova. É muito bom!”, diz Lívia Falcão.

 

 

Duas Companhias – A Duas Companhias é uma das maiores referências do teatro pernambucano. Gestada e criada pelas atrizes Lívia Falcão e Fabiana Pirro, hoje agrega mais de 30 pessoas entre artistas, parceiros e técnicos. O nascimento da Duas Companhias, em 2003, partiu da vontade que Lívia e Fabiana compartilhavam de falar do seu lugar de origem, investigar sua cultura, mergulhar nas suas raízes. De 2004 a 2010, elas realizaram as montagens de Caetana, com texto e direção de Moncho Rodriguez (espetáculo visto por mais de 100 mil espectadores no Brasil e na Europa e que permanece em cartaz até hoje), e A Árvore de Júlia, com direção de Lívia Falcão; lançaram o livro “Uma história do teatro pernambucano daqui pr’ali e de lá pra cá” e o documentário “Caetana o Filme”; produziram oficinas e ciclos de leituras dramatizadas; e viajaram pelo Brasil e pela Europa com o repertório da Companhia. Em 2011, com o elenco e o time de produção reforçados, a Duas Companhias realizou o pioneiro projeto “Formação de Mulheres Palhaças em PE” e o “Que Comédia! Ciclo de Leituras da Commedia Dell’Arte” e estreou mais um espetáculo, Divinas. Em 2012, a companhia comemorou oito anos de vida e trabalho com Caetana eDivinas na estrada, e o nascimento do musical Caxuxa com o elenco jovem da trupe. Em 2013 Caetana e Divinas seguiram viagem, circulando por mais de 50 cidades no Projeto Palco Giratório, do SESC. Em 2014 Caetana Divinas continuaram na estrada e a companhia gerou mais uma peça, OBSCENA, primeiro monólogo da atriz Fabiana Pirro, inspirado na obra da escritora, poeta e dramaturga Hilda Hilst e que estreou em janeiro de 2015, no 21° Janeiro de Grandes Espetáculos.

 

Serviço:

A Dona da História

De 12/03  a  21/03 de 2015

De quinta a sexta, às 20h

Sábados, às 17h (com áudio-descrição e LIBRAS) e mais uma sessão às 20h

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Na Caixa Cultural Recife

Av. Alfredo Lisboa, 505 – Bairro do Recife

Informações: (81) 3425 1915 / 3425 1900

Não recomendado para menores de 10 anos